Cada ano, na Quarta-feira de Cinzas, em plena Serra da Gardunha, é comemorado um acontecimento que, em 1890, traduziu a luta de um povo pela partilha comunitária e a autogestão de um baldio…
Nas penedias da Beira há música, melodia que talvez só mesmo um beirão poderá entender. Ecos de cinzel chegaram às Sés da Guarda ou de Castelo Branco como a altares de modestas igrejas ou capelas, a balcões de mansões nobres como de casebres populares.
Da colheita à transformação em fios, o linho atravessa “sete martírios” antes que deles se obtenham panos ásperos ou finos, escuros ou branquinhos. Os panos em linho fazem desde sempre parte dos tesouros das famílias da Beira, antes da revolução industrial como ainda hoje, quando são tratados pelo modo artesanal.
A magia da região do centro do país encostada à fronteira habita nomeadamente na criatividade dos que se ocupam da produção hortícola, gente que constrói uma arte singular tipicamente beirã…